Manejo de Pastagem

 

A Brachiaria Híbrida Barenbrug promove performance animal superior sob diferentes sistemas de manejo da pastagem. Inicialmente, após a semeadura, a velocidade inicial de germinação, emergência e estabelecimento da Brachiara Híbrida Barenbrug é menor que outras Brachiarias devido à partição da biomassa diferenciada, favorecendo primeiramente o desenvolvimento das raízes. Mas uma superior produção de forragem em relação as demais Brachiarias pode ser percebida durante o perfilhamento e o primeiro pastejo.

Devem ser respeitados alguns critérios básicos de manejo para manter a produtividade e a qualidade da pastagem para otimizar ao mesmo tempo a produtividade animal individual e por área de pastagem. As recomendações de manejo devem ser ajustadas aos diferentes tipos de solo, clima, aplicação de insumos (fertilizantes e disponibilidade de água nas subdivisões dos piquetes) e perfil tecnológico de cada pecuarista.

 

Em sistemas intensivos de manejo da pastagem, a exploração de bovinos de corte pastejando a Brachiaria Híbrida Barenbrug pode gerar ganhos médios por animal até cinco vezes superiores àqueles alcançados em pastagens tradicionais.

 

PASTEJO CONTÍNUO

 

No pastejo contínuo, deve ser respeitada uma altura média de manejo numa faixa de 30 a 40 cm, com taxa de lotação variável. Esta faixa de altura promove uma alta densidade de lâminas foliares na forragem disponível, otimizando a capacidade de rebrota da pastagem, proporcionando um alto nível de consumo de animais por pastejo.

 

Este alvo de altura reduz o risco de degradação da pastagem ao manter um balanço adequado entre a mortalidade e aparecimento de perfilhos, reduzindo o florescimento precoce da pastagem. Respeitando este manejo pode-se alcançar ganhos superiores a 0,8 Kg/animal por dia com uma taxa de lotação média variando de 2,38 a 2,93 UA/ha, conforme demonstrado na Tabela 1 (Neto, 2013). Isto permite otimizar o ganho animal por área que pode chegar até 2,9 Kg/hectare/dia.

 

TABELA 1. Taxa de lotação, ganho de peso médio por área e ganho de peso diário para novilhos manejados em diferentes alturas de manejo sob pastejo contínuo.

 

 

A otimização dos ganhos animais sob pastejo contínuo irá depender da adequação da taxa de lotação de acordo com a oferta de forragem no dossel forrageiro. Assim, taxas de lotações variáveis devem ser aplicadas de acordo com as diferentes épocas do ano, podendo variar de 1,0 UA/ha (época da seca) a 6,0 UA/ha (época de chuvas) em pastagens bem estabelecidas e com adequado manejo da pastagem.

 

NETO, J. J. de P. Manejo do pastejo do campim-HD364 (Brachiaria híbrida cv. Mulato II) em lotação contínua por bovinos de corte em clima tropical úmido na Amazônia. 2013. 94 p. Dissertação (Mestrado em Ciência Animal Tropical) - Universidade Federal de Tocantins, Araguaína, 2013.

  

PASTEJO ROTACIONADO

 

O pastejo rotacionado proporciona períodos variados de descanso da pastagem, permitindo a rebrota da Brachiaria Híbrida Barenbrug sem a interferência do animal. Neste sistema, o manejo dependerá do monitoramento de duas variáveis cruciais da pastagem: disponibilidade inicial da pastagem antes da entrada dos animais “altura de entrada” e o controle do resíduo “intensidade do pastejo” depois da desfolha. Para a Brachiaria Híbrida Barenbrug, em pastagens estabelecidas a altura de entrada dos animais deve ser realizada de 30 a 35 cm.

 

O resíduo deve ser de no mínimo 20 cm de altura para sistemas que exploram a fertilidade natural do solo. O período de ocupação de cada piquete não deve ser superior a 4-7 dias para evitar o consumo seletivo da nova rebrota das plantas já pastejadas. Este sistema de manejo da pastagem otimiza a utilização da forragem produzida e uma maior taxa de lotação pode ser explorada com um adequado manejo da pastagem. Para sistemas de produção de leite, a Brachiaria Híbrida Barenbrug promove uma produção de leite por vaca/dia 7% superior à Brachiaria brizantha cv. Marandu em pastejo rotacionado (Figura 1) (Demski, 2012).

  

 

Na época seca, a frequência de pastejo é reduzida devido à menor produção das pastagens e o período de ocupação de cada piquete pode ser maior (40-60 dias entre pastejos) de acordo a categoria animal, uso de suplementação e quantidade de forragem disponível. Portanto, os alvos de altura recomendados devem ser respeitados como na época de chuva.

 

Neste sistema de pastejo, a frequência de desfolha é definida pelo número de piquetes, taxa de crescimento da pastagem e consumo dos animais. Dessa maneira, a forma e o tamanho dos piquetes não são tão importantes. Além disto, a disponibilidade de água em cada piquete pode promover um adequado ganho animal.

 

DEMSKI, J. B. Desempenho e comportamento de vacas lactantes em pastagens de cultivares de braquiárias. 2012. 80 p. Dissertação (Mestrado em Produção Animal Sustentável) - Instituto de Zootecnia, Nova Odessa, 2012.

 

DIFERIMENTO DE FORRAGEM

 

O melhor equilíbrio entre a quantidade de forragem a diferir e qualidade de forragem para a Brachiaria Híbrida Barenbrug é obtido quando as pastagens são vedadas de março a abril nas regiões centrais do Brasil. Para isto, deve-se fazer um pastejo leve a uma altura de resíduo superior a 20 cm, seguido de uma adubação nitrogenada.

 

Para iniciar a utilização da pastagem no período seco, deve-se respeitar uma vedação de 60 a 90 dias após a adubação. Durante o pastejo na época seca do ano, deve-se respeitar uma altura de resíduo mínima de 20 cm. Esse manejo visa favorecer uma boa rebrota com o início das chuvas da estação seguinte, evitando a degradação do pasto.