Brachiaria brizantha cv. Xaraés

Destaques da Forrageira:


1) Elevado potencial produtivo.
2) Alta resposta à adubação.
3) Maior velocidade no estabelecimento e na rebrota.
4) Tolerante à seca.
5) Indicado para ensilagem.

* variável em função das condições de ambiente, fertilidade do solo e/ou manejo.

 

Informações gerais: Gramínea forrageira de elevado potencial produtivo e porte pouco maior que a maioria das outras cultivares de braquiária, o que exige maiores cuidados com seu manejo. Apresenta florescimento tardio, prolongando o período de pastejo até o final das águas.
Fertilidade: Exige solos de média fertilidade para adequado desenvolvimento, com níveis de saturação de bases do solo situados entre 40 e 60% dependendo do tipo de solo e nível de intensificação aplicado. Contudo, é altamente responsiva a adubação nitrogenada, podendo apresentar elevada produção anual de MS. Para que haja a persistência da forrageira na área é necessária reposição periódica da fertilidade do solo.
Áreas de plantio: Apresenta melhor tolerância a áreas mal drenadas que outros cultivares, porém, para adequado desenvolvimento, recomenda-se a implantação em regiões de solos com boa drenagem, com precipitação anual mínima de 800 mm bem distribuídos.
Semeadura: A taxa de semeadura é variável dependendo das condições da área, sistema de plantio (sistema a lanço, manual, em linha ou aéreo), disponibilidade de água no período e textura do solo. De forma geral, recomenda-se que haja a distribuição de pelo menos 50 sementes viáveis/m2, garantindo assim o estabelecimento de pelo menos 10 a 20 plàntulas/m2, situação considerada satisfatória para um bom estabelecimento.
Produção: Não é uma forrageira adequada para sistemas extensivos, situação onde dificilmente ultrapassa a produção de 6-10 t de MS por hectare/ano. Em sistemas com média fertilidade pode produzir de 12 a 22 t de MS, podendo alcançar até 30 t de MS em sistemas intensificados. Dependendo da fertilidade do solo e do manejo aplicado, as taxas de lotação podem variar desde 0,4 até 6,0 UAs por ha/ano na média.
Qualidade forrageira: Apresenta médio consumo pelos animais, níveis de proteína bruta variando entre 8 e 14% e digestibilidade variando de 50 a 60%. Vale lembrar que estes valores são referentes para um sistema médio de produção pecuária e são altamente influenciados pela fertilidade do solo, nível de adubação, estágio de desenvolvimento e manejo da forrageira.
Cigarrinhas: É uma forrageira menos resistente que a cultivar Marandu ao ataque de cigarrinhas-das-pastagens, sendo suscetível ao ataque de cigarrinha-da-cana (Mahanarva spp.).
Utilização: Adequa-se bem aos sistemas de manejo contínuo e rotacionado, podendo apresentar elevadas produções desde que manejadas corretamente. Também apresenta características que as qualifica para o uso em sistemas silvipastoris e para ensilagem.