Período das águas

Época caracterizada pela estabilização do regime pluviométrico, temperaturas elevadas e fotoperíodos longos. Máximas taxas de crescimento de todas as espécies e cultivares forrageiras.

 

Manejo da pastagem e do gado: Deve-se recorrer frequentemente os pastos avaliando a altura/disponibilidade de forragem para determinar as melhores sequências de pastejo ou ajustar taxas de lotação.

Manejo da pastagem e do gado:  

 

 

Manter os pastos dentro das alturas de manejo recomendadas de acordo com o sistema adotado (contínuo ou rotacionado), as cultivares presentes, as condições de fertilidade do solo e o nível de intensificação de cada propriedade.

 

O objetivo é maximizar a utilização da forragem produzida. Mantendo a produtividade animal e a qualidade das pastagens com taxas de lotação adequadas de acordo com a produção de cada forrageira.

 

Invasoras

 

Nesta época poucas plantas invasoras devem estar presentes no pasto. Caso haja presença destas, mesmo que em pouca quantidade, o controle deve ser realizado. O objetivo é evitar que ocorra altas infestações e o controle se torne mais oneroso, além de prejudicar a produção e uniformidade do pasto.

 

O uso de herbicidas para limpeza de pastagens poderá ser feito em área total ou de forma localizada conforme a porcentagem de infestação. Se as plantas invasoras apresentarem um porte muito elevado ou estiverem durante o período de florescimento, recomenda-se fazer uma roçada antes da aplicação e esperar que os rebrotes formem uma boa área foliar (30 a 60 dias após a roçada) para então aplicar o herbicida. Quando as plantas forem resistentes às aplicações foliares, recomenda-se a aplicação no toco ou via solo.

 

Pragas

 

Inspecionar regularmente as pastagens para detectar sintomas de ataques de pragas. Os principais insetos que ocorrem nesta época são os percevejos, lagartas desfolhadoras, besouros e o complexo das cigarrinhas.

 

Consultar um técnico especializado para definir ocorrência, severidade do ataque, densidade populacional críticas, assim como para decidir alternativas de manejo integrado ou controle químico.

 

Cigarrinhas

 

O monitoramento deve ser constante iniciando-se em setembro com a contagem de espumas e adultos presentes na área. O controle das cigarrinhas deve ser empregado antes que surjam os primeiros danos, pois, assim que se observa danos, o prejuízo na produção da forrageira já é irreversível.

 

O monitoramento deve ser aleatório, em cinco pontos de 1,0 m² por hectare. Se identificado população da praga ao nível de dano, o controle deve ser iniciado. A recomendação de produto, momento e forma de aplicação e acompanhamento da aplicação deverão ser feitas por profissional habilitado.

 

Adubação

 

Anualmente, é recomendado fazer a adubação de manutenção com base nos resultados da análise de solo. A partir dos resultados fazer reposição de P2O5 e K2O, além de micronutrientes, calagem e gessagem (enxofre) recomendados por um profissional especializado em pastagens.

 

O uso de nitrogênio garante aumentos de produção de forragem e teores mais altos de proteína na forragem.

 

Recomenda-se adubação de pelo menos 50 kg N/ha/ano como forma de prolongar a vida útil do pasto. A adubação deve ser escalonada nas áreas a fim de evitar uma produção acima da capacidade de consumo, o que pode favorecer a perda de forragem. Também tem a finalidade de evitar a perda de N, principalmente em solos muito arenosos.

 

Recomenda-se a aplicação após o pastejo, com uma rebrota de pelo menos 10 cm e boa disponibilidade de água.