Informação Técnica

Fertilidade: Exigente em fertilidade do solo, necessita de níveis médios a altos em nutrientes, devendo-se trabalhar com níveis de saturação de bases situados entre 40 e 60%, dependendo do tipo de solo e nível de intensificação aplicado.

 

Para que haja a persistência da forrageira na área, é necessário que haja reposição periódica dos nutrientes do solo, não sendo uma cultivar recomendada para sistemas extensivos.

 

Em Guaíra, São Paulo, foram observadas respostas de até 70 kg MS/ha/Kg N aplicado durante a época de chuvas.

 

Áreas de plantio:

 

Recomendado para regiões de solos com boa drenagem, com precipitação anual mínima de 800 mm bem distribuídos. Apresenta excelente comportamento produtivo de clima subtropical e tropical úmido, sendo indicado para as regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Oeste da Bahia e a Mata Atlântica.

 

No Sul do Brasil adapta-se a regiões mais quentes, de transição entre climas temperados e continentais, tolerando bem geadas. Nesses ambientes, pode ser cultivada como pastagem de verão.

 

Semeadura:

 

A taxa de semeadura é variável, dependendo das condições da área, sistema de plantio (sistema a lanço, manual, em linha ou aéreo), disponibilidade de água no período e textura do solo.

 

De forma geral, recomenda-se que haja a distribuição de pelo menos 50 sementes viáveis/m2, garantindo assim o estabelecimento de pelo menos 10 a 20 plantas/m2 ao primeiro pastejo. Esta situação é considerada satisfatória para uma boa produção de forragem e longa persistência produtiva do cultivar.

 

 

Produção: Não é uma forrageira recomendada para sistemas extensivos de produção, situação onde dificilmente ultrapassa a produção de 6-8 ton de MS por hectare/ano. Em sistemas com média fertilidade pode produzir de 10 a 20 ton de MS por hectare/ano, podendo alcançar até 30 ton de MS em sistemas intensificados, com boa disponibilidade de recursos ambientais, aplicação de insumos (adubos, corretivos, herbicidas e inseticidas) e manejo otimizado. Dependendo do sistema produtivo e do manejo aplicado, as taxas de lotação podem variar desde 0,4 até 6,0 UAs por ha/ano na média. No Brasil Central pode produzir acima de 30% de sua produção total durante o período seco do ano.


Qualidade forrageira: Apresenta excelente consumo pelos animais devido principalmente à elevada proporção de folhas e boa relação folha : colmo. Os níveis de proteína bruta variam entre 8 e 18% e a digestibilidade situa-se entre de 55 e 65%. Estes valores são referenciais para um sistema médio de produção pecuária e são altamente influenciados pela fertilidade natural do solo, nível de adubação, estágio de desenvolvimento e manejo da forrageira.

 

Cigarrinhas: É uma forrageira resistente ao ataque de cigarrinhas-das-pastagens, contudo, têm
sido registrados casos de danos causados pela cigarrinha-da-cana (Mahanarva spp.) em áreas
com altos níveis populacionais da praga.


Utilização: Brachiaria Híbrida é um cultivar muito versátil. Adequa-se bem aos sistemas de manejo contínuo e rotacionado, podendo apresentar elevadas produções desde que manejadas corretamente. Também apresenta características que as qualifica para fenação, ensilagem, diferimento e também em sistemas silvipastoris.


Pastejo de formação: O primeiro pastejo ou pastejo de formação é o responsável por garantir o
estabelecimento do pasto e assegurar que o mesmo tenho um bom potencial produtivo. Executado
no momento correto, estimula o perfilhamento da planta e propicia uma maior capacidade de produção de forragem. O ideal é que a entrada dos animais seja realizada quando as plantas estiverem bem estabelecidas na área, com altura próxima ou abaixo da altura máxima de manejo, nunca devendo esperar as plantas florescerem para entrada dos animais no pasto, situação que prejudica muito a estrutura e produtividade do pasto.